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2020, 2021... Ou seria 2020, o retorno?

Dois mil e vixi… Foi um ano muito difícil para todos que neste globo terrestre habitam. A pandemia trouxe novas relações com o trabalho, com a presença em casa, nos espaços públicos, enfim, novas relações com a presença neste mundão! Foi em março de 2020 que vimos o distanciamento social chegar até o Brasil. Já estávamos acompanhando a pandemia se espalhar pelo mundo, chegar na Europa, os lockdowns acontecendo em muitas partes do planeta, mas ainda víamos tudo como nas outras epidemias, de MERS ou ebola, por exemplo. Talvez, protegidos por nosso "Deus brasileiro", elas não chegaram aqui. Entretanto desta vez, o poderoso e invisível vírus veio. E nos revolucionou! 

Quando as águas de março fechavam o verão de 2020, fomos incluídos na lista de afetados pela pandemia, o que nos trouxe a sensação de pertencimento à espécie humana num paradoxal momento de isolamento social. Ficamos a sós, cada um em sua bolha, tendo a percepção certeira de vivermos no mundo inteiro solapado por uma pandemia. 

Naquele instante, nós, artistas que tínhamos um ano com trabalhos marcados pela frente, nos vimos longe do público, sem a possibilidade do encontro e, por conseguinte, sem ter como trabalhar. Até aí, estávamos na mesma situação que muitos seres humanos! Aliás, estávamos como a maioria. 

A revolução nunca será fácil. Mudar, requer coragem de abandonar o que tínhamos, reinventar o cotidiano que nos dá a certeza de estarmos construindo algo ao longo do tempo. O trabalho parou. Ou melhor: a terra parou! Como diria Raul Seixas: Acordei no dia em que a terra parou! Acordamos neste tempo. Não foi um sonho de sonhador...

Para nós, do Barracão Teatro, foi um momento de união para nos mantermos em atividade, mesmo com as portas fechadas. Para bolar estratégias de sustentação de um espaço sem atividade… Um momento de união para pensar como seguiríamos a vida a partir daquele momento tão incerto. Ninguém soltou a mão de ninguém e fizemos muitas coisas! Obviamente, como a maioria de seres humanos, mas este pequeno artigo, vai se ater ao Barracão, pois esta é a nossa voz.

Chegamos ao final de dois mil e vixi! E assim, carinhosamente passamos a chamar o ano em que terra parou. Comemoramos muito o fato de nos mantermos vivos, literalmente, e de mantermos o nosso amado Barracão Teatro. Agradecemos à todes que nos ajudaram e celebramos a maravilha que é se saber interdependente, de viver numa rede de relações de afetos e sonhos!

Aqui no Brasil, com sua política negacionista o governo federal escolheu salvar a economia em detrimento às vidas dos brasileiros. Na economia temos um fiasco total! Preços subindo, gasolina virou artigo de luxo... Mas não só ela! As compras no supermercado estão assombrosamente caras! Que pena… Por que escolhemos isto em nossa democracia?

2021. Agora, quando as lágrimas de março fecham mais de 300 mil caixões num Brasil desgovernado, enquanto países pelo mundo se preparam para retomar a vida numa nova normalidade revolucionada, estamos de novo num tempo de muita incerteza. Esperamos que este ano seja melhor, "apesar de você" como diria Chico. 

O Barracão Teatro está respirando (e isto por si é maravilhoso!) para estar preparado para construir um tempo melhor e fazer este ano não ser uma segunda edição de um dois mil e vixi, embora o primeiro trimestre não seja tão animador. Vamos nutrir nossas redes de afetos e sonhos e seguir construindo revoluções de nós mesmos! Evoé!

Credo Quia

É a Campanha de Financiamento Coletivo para captar recursos e viabilizar o projeto Credo Quia Absurdum*, que vai criar, montar e apresentar um espetáculo circense para rua, praças, parques e outros espaços.
Para a concretização deste projeto, todes, todas e todos podem ser investidores, sejam pessoas físicas ou jurídicas de acordo com suas possibilidades. Saiba mais sobre o projeto e como apoiá-lo!

Cursos

A partir de nossas pesquisas e trabalhos, formulamos uma didática para compartilharmos nossas descobertas, nossa visão artística e, em alguns casos, dividir nossas questões. Nossos cursos são formulados para no mínimo 20 horas de trabalho, pois neste tempo, temos condições de apresentar as trilhas do nosso trajeto artístico.

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