Diário Baldio

Diário Baldio nasce do resultado de uma pesquisa anterior (dramaturgia da máscara), também contemplada pelo prêmio Myriam Muniz em 2006, quando estudávamos o que faz uma máscara existir independentemente de uma história. Partindo de nichos arquetípicos da cidade de Campinas

Diário Baldio nasce do resultado de uma pesquisa anterior (dramaturgia da máscara), também contemplada pelo prêmio Myriam Muniz em 2006, quando estudávamos o que faz uma máscara existir independentemente de uma história. Partindo de nichos arquetípicos da cidade de Campinas, escolhidos pelos atores, chegamos a duas máscaras que agora colocamos em cena em um jogo tragicômico entre dois seres excluídos de uma realidade eleita como a “oficial” para ser vivida com dignidade.

O espetáculo é uma sequência de episódios que passeiam pelo universo do absurdo, propondo encontros e desencontros, afetos e desafetos que fazem destas duas criaturas, partes de uma mesma vida que precisa ser reinventada. Lady e Cotoco, duas máscaras que encontramos pelas ruas das cidades de grande movimento, nos divertem e nos revelam aspectos de nossas vidas que nem sempre somos capazes de ver.

Tratando-se de máscaras, o que propomos aqui não é o entendimento de uma história, mas a vivência de um mundo que está diante de nós e ao mesmo tempo nos envolve através das sensações que provoca.

Este espetáculo integra o projeto “Dramaturgias Contemporâneas – Da Cena ao Texto” que foi contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz – 2009.

Sinopse: Num lugar qualquer de uma grande cidade repleta de frestas abandonadas temos Lady, um ser ambíguo, meio homem, meio mulher, que habita o beco que invadiu quando se auto baniu de um mundo ordinário. Vive de um modo próprio, reinventa seus dias solitários em total abandono até que a chegada de Cotoco, um grotesco bufão que a visita à revelia, revela que o novo mundo não é tão diferente do mundo do qual Lady tanto quer escapar.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Esio Magalhães, Gabriel Bodstein, Guga Cacilhas e Tiche Vianna
Atuação: Esio Magalhães, Gabriel Bodstein, Participação de Fernando Fubá
Direção: Tiche Vianna
Trilha Original: Marcelo Onofri e Ricardo Bottermaio
Ambientação Cenográfica: Januário José Arquitetura
Direção de Arte e figurinos: Antonio Apolinário
Contrarregragem: Fernando Fubá
Máscaras: Esio Magalhães e Gabriel Bodstein
Iluminação: Esio Magalhães, Guga Cacilhas, Tiche Vianna
Produção Executiva: Cau Vianna e Suzana Santos
Produção: Barracão Teatro

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