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SARAUCINE - um estudo compartilhado

1º de junho às 20h no Barracão Teatro
Exibição do curta-metragem Vista Minha Pele, de Joel Zito Araújo

Em 2015, durante o compartilhamento de estudos de atuallização da dramaturgia do circo teatro, o Barracão Teatro deparou-se com uma afirmação contundente, para nós, impossível de ser ignorada: "não queremos mais ser representadas assim!"

A partir desta colocação, absolutamente legítima, nos encontramos com alguns movimentos sociais que vêm lutando contra um modo estagnado de representação da cultura negra e das mulheres nas cenas teatrais, para conversarmos sobre como a arte poderia repensar e modificar os parâmetros que acentuam preconceitos, racismo, submissão de gênero e tantas outras opressões ainda sofridas em nossa sociedade do século XXI, ao invés de reforçá-las.

Para responder a esta questão, nos reunimos com Ana Vitória e Sidélia Silva e depois de alguns debates, resolvemos abrir um espaço compartilhado de diálogo, reflexão e debate sobre estes temas, iniciando esta ação com estudos sobre a cultura negra, através de alguns filmes, que serão apresentados ao longo do ano, como disparadores do tema, acompanhados de um bate papo informal entre a platéia, após sua exibição.

Nesta primeira etapa, contamos com a parceria de Sidélia Silva e Adriano Bueno na escolha dos filmes  e acompanhamento do bate papo. Por isso tudo, o Barracão Teatro tem grande prazer em convidar vocês para participar deste encontro, que pretende se deparar com caminhos potencializadores da multiplicidade cultural que compõe a nação brasileira.

Nosso quase "cine clube", é caseiro e o encontro que propomos, também. Ao final, teremos nosso tradicional ingresso no Chapéu, como meio de viabilizar os próximos encontros.

A programação será aberta pelo curta “Vista minha pele” do cineasta Joel Zito Araújo. Nesta história invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique. Na história, Maria é uma menina branca pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudos que tem pelo fato de sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade.

O filme foi patrocinado pelo CEERT - Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, uma organização sem fins lucrativos, criada em 1990 com o objetivo de conjugar a produção de conhecimento e programas de intervenção na problemática das desigualdades.

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